Segunda Guerra Mundial

A Segunda Guerra Mundial foi o desfecho dos conflitos entre as nações europeias, que se arrastaram desde o final da Idade Média, envolvendo principalmente a Inglaterra, a França, a Itália e a Alemanha. Países da Ásia, África e América, incluindo o Brasil, entraram como coadjuvantes, embora os Estados Unidos e a Rússia tivessem papeis fundamentais para terminá-la.

No Oceano Pacífico travou-se uma outra guerra, quase independente, mas simultânea à da Europa.

A Europa entrou no século 20 procurando briga. Uns queriam mais terras, mais dinheiro, mais poder. Outros, simples soberba. Existiram os pacifistas que se uniram nas Conferências de Paz, em Haia. Mas a Europa era uma bomba e o estopim foi aceso com o assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando do Império Austro-Húngaro, em 1914, dando início à Primeira Guerra Mundial.

O terror da Primeira Guerra Mundial, que durou até 1919, não foi suficiente para aplacar os ânimos belicistas europeus. O acordo de Paz, imposto pelas nações vencedoras, incluindo a França e a Inglaterra, era vingativo e resultou em condições humilhantes para a orgulhosa e derrotada Alemanha, que perdeu grande parte de seu território e foi obrigada a pagar os custos da Guerra.

Os anos 1920 trouxeram miséria para a maior parte da população alemã. A Alemanha imprimia cédulas para pagar a dívida, o que gerou hiperinflação. Os alemães passavam fome, frio e os franceses tripudiavam. Eram as condições perfeitas para surgir o nazismo.

 

 

O cogumelo criado pela bomba atômica jogada em Nagasaki, com cerca de 18km de altura, no dia 9 de agosto de 1945. Imagens para que jamais esqueçamos os horrores extremos de uma guerra.

Albert Einstein descobriu os princípios científicos da bomba atômica, mas não acreditava que ela pudesse ser construída.

Físicos alemães, entretanto, descobriram, no final dos anos '30, que o urânio enriquecido poderia provocar a fissão nuclear que detona a bomba atômica. Sabe-se que os nazistas tinham um projeto para construí-la.

Leo Szilard, um físico húngaro que tinha informações sobre as pesquisas alemãs para construir a bomba, aconselhou Einstein a escrever uma carta ao presidente dos EUA, que advogava a necessidade imediata de que a bomba fosse construída primeiro nos Estados Unidos.

Obviamente, Einstein não aconselhou que se usasse a bomba, mas era importante que os nazistas soubessem que os estadunidenses a possuíam. Se os nazistas construíssem a bomba primeiro estaríamos todos hoje lendo Mein Kampf.

 

Pearl Harbor, no Hawaii, após o ataque japonês, em 7 de dezembro de 1941.

 

A Guerra no Oceano Pacífico

Antecedentes

Os primeiros europeus a chegarem no Japão foram os portugueses, no século 16. Os japoneses copiaram a tecnologia bélica lusitana, o que revolucionou seus métodos de guerra. No século 17, o Japão fechou-se ao Ocidente, buscando preservar sua cultura. Esse isolamento terminou na segunda metade do século 19. A fase expansionista do Japão começou, em 1894, com a guerra na Coreia, contra a China. Em 1914, entrou na Primeira Guerra Mundial contra a Alemanha, que possuía territórios no leste da Ásia, inclusive na China. O Japão continuou conquistando territórios na Ásia e no Pacífico. A aliança com os britânicos, que negavam igualdade racial aos japoneses, terminou em 1922. Em 1924, os Estados Unidos excluíram os japoneses de sua política de imigração. Em 1936, o Japão assinou um pacto com a Alemanha, depois aderido pela Itália, resultando na formação do Eixo. Em abril de 1941, o Japão assinou um pacto de neutralidade com a Rússia. Em dezembro do mesmo ano, entrou na Segunda Guerra Mundial com o ataque a Pearl Harbor.

A Guerra no Oceano Pacífico

Não existia apoio popular, dos estadunidenses, para que os EUA entrassem na Guerra que acontecia na Europa, desde 1939. Tudo mudou com o ataque japonês à base naval do Hawaii, perto de Honolulu.

Pearl Harbor - 7 de dezembro de 1941. Existem documentos da Marinha dos Estados Unidos que demonstram que o governo do País tinha informações sobre os preparativos japoneses para um ataque aos EUA. A "surpresa" do ataque no Hawaii é tema de intenso debate. Mais de duas mil pessoas morreram no bombardeio. Cerca de 200 aviões e 18 embarcações foram destruídas.

O Japão continuou com sua superioridade militar até meados de 1942, quando os Estados Unidos começaram a retomar os territórios invadidos.

Em setembro de 1945, o Japão rendeu-se incondicionalmente, após o lançamentos, pelos EUA, de bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki.

 

O ditador Mussolini liderou, com seu fascismo, a recuperação econômica da Itália. Ganhou notoriedade mundial antes de Hitler, mas terminou como coadjuvante. Fugiu quando sua derrota era iminente, foi capturado e morto em 28 de abril de 1945.

 

Hitler suicidou-se, em 30 de abril de 1945, e passou para a História como tudo aquilo que não se deve ser.

 

CobraOficial alemão rende-se ao Exército brasileiro, na Itália. A cobra fumou.

Diferente do que citam alguns autores, principalmente aqueles que, no conforto de seu sofá, imaginam a Guerra como um filme de Hollywood, os brasileiros tiveram atuação importante e heroica na Itália. A subordinação da FEB ao comando dos Estados Unidos foi um procedimento comum para vários países aliados. Problemas pontuais existiram em todos os exércitos, em todos os países, em todos os tempos. Mas não tiram o valor da instituição das forças armadas, que arriscaram a vida de muitos soldados, para defender o que consideravam justo para a Nação.

 

Os alemães, desesperados, colocaram Hitler no poder. Com ações truculentas e imorais, os nazistas reergueram a Alemanha. O orgulho alemão foi às alturas. As ambições de Hitler não tinham paralelo, seus métodos também não.

Na Itália, o radicalismo dos socialistas, inspirado na Revolução Russa de 1917, assustou grande parte dos italianos, principalmente a elite econômica, que passou a financiar o Partido Fascista de Mussolini. Em 1922, Mussolini assumiu o poder e, nos anos seguintes, a Itália reergueu-se como potência econômica e militar.

No leste da Ásia armava-se uma outra guerra, com outras raízes, ainda mais antigas que as da Europa, mas com as mesmas ambições imperialistas sob a bandeira do Japão, aliado da Alemanha.

No início dos anos 1930, enquanto os Estados Unidos tentavam sair da maior crise econômica de sua história, a Itália, a Alemanha e o Japão emergiam como grandes potências do Globo. Como é comum na História da Humanidade, outras nações tentaram imitar os métodos daquelas que alcançam o sucesso. Aconteceu no Brasil e Getúlio Vargas, simpatizante fascista, subiu ao poder, em 1930. Vargas ficou no poder até 1945, após um golpe de estado, em 1937.

As nações vitoriosas na Primeira Guerra Mundial estavam cansadas de guerra e tentaram evitar ao máximo novos conflitos, mas a Alemanha queria revanche. Hitler anexou a Tchecoslováquia. Fez um pacto de não agressão com a Rússia, o qual não seria cumprido. A Alemanha uniu-se à Itália e ao Japão, contra o resto do mundo. Eram as potências do Eixo contra os Aliados da França, Inglaterra e Rússia.

O palco estava armado e a Segunda Guerra Mundial começou em setembro de 1939, com a invasão da Polônia pela Alemanha nazista. A Inglaterra declarou guerra a Alemanha temendo novas invasões e o fortalecimento do império alemão.

Os Estados Unidos entraram na Guerra, em dezembro de 1941, após o ataque japonês a Pearl Harbor.

O Brasil também foi arrastado para a Guerra, mas pelos alemães, apesar de ter declarado neutralidade no conflito, em setembro de 1939.

Até o início do conflito, Getúlio Vargas, o presidente do Brasil na época, era simpatizante do nazifascismo. O Brasil mantinha boas relações comerciais tanto com a Alemanha quanto com os Estados Unidos. Mas, em 22 de março de 1941, um avião alemão, da Luftwaffe, atacou o navio mercante brasileiro Taubaté, no Mar Mediterrâneo, provocando uma morte e 13 feridos.

Com o recrudescimento da Guerra e o grande apoio econômico dos Estados Unidos, o Brasil autorizou os estadunidenses a utilizarem bases aéreas e navais brasileiras, em meados de 1941. Em 28 de janeiro de 1942, após uma reunião de chanceleres de repúblicas americanas, o Brasil rompeu relações diplomáticas com as nações do Eixo.

Em 16 de fevereiro de 1942, o navio mercante brasileiro Buarque foi torpedeado e afundado pelo submarino alemão U-432, perto de Norfolk, na costa dos Estados Unidos, matando um passageiro. Nos messes seguintes, cerca de 17 embarcações mercantes brasileiras foram torpedeadas pelos alemães, resultando em centenas de mortes e comoção nacional.

O Brasil declarou estado de beligerância, em 22 de agosto de 1942. Dias depois, em 31 de agosto, o Brasil declarou estado de guerra contra a Alemanha e a Itália.

Em julho de 1944, as primeiras tropas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) desembarcaram em Nápoles, na Itália, como integrante do V Exército dos EUA. A Força Aérea Brasileira também participou em patrulhamentos do Atlântico Sul e com um grupo de caças-bombardeiros, na Itália, com cerca de 400 homens. Mais de 25 mil soldados brasileiros combateram na Itália. Participaram também 73 enfermeiras.

Em 16 de setembro de 1944, os brasileiros ocuparam Massarosa, Monte Canunale e Il Monte, na Itália. Seguiram-se conquistas importantes da FEB, como Barga, San Chirico, Monte Castelo, Castelnuevo, Montese e várias outras. Foram mortos 451 soldados brasileiros.

O conflito estendeu-se, na Europa, até maio de 1945, quando os soviéticos hastearam sua bandeira vermelha sobre o Reichstag alemão, em Berlim.

A guerra continuou no Oceano Pacífico até setembro de 1945, quando o Japão rendeu-se incondicionalmente, após o lançamentos, pelos EUA, de duas bombas atômicas em Hiroxima e Nagasaki.

Estima-se em 45 milhões o número de mortos na Segunda Guerra Mundial. Desse total, cerca de 20 milhões eram soviéticos, 6 milhões eram poloneses e 5,5 milhões, alemães. Também, cerca de 5 milhões de judeus, de várias nacionalidades, foram vítimas do genocídio nazista.

Mais: Força Expedicionária Brasileira - FEB

 

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Esculturas de soldados brasileiros no Museu do Expedicionário, em Curitiba.

 

A cidade de Colônia, na Alemanha, após os bombardeios dos aliados, que pouparam a histórica Catedral. O orgulho alemão transformou-se em escombros, em muitas cidades alemãs.

A vergonha dos alemães continuou até os anos '60, com sua capital dividida e dominada por estrangeiros.

A Alemanha reergueu-se com a ajuda da Rússia e dos Estados Unidos, mas só retomou sua plena soberania nos anos '90, após a Queda do Muro de Berlim e a reunificação do País. Felizmente não permitiram mais que a arrogância dominasse sua política externa.

 

 

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Por Jonildo Bacelar