Afrânio Peixoto (1876-1947)
Júlio Afrânio Peixoto nasceu em Lençóis, na Bahia, em 17 de dezembro de 1876. Filho do capitão Francisco Afrânio Peixoto e de Virgínia de Morais Peixoto.
Afrânio Peixoto diplomou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, em 1897. Mudou-se para o Rio de Janeiro, em 1902, onde foi diretor do Hospital Nacional de Alienados e catedrático de Higiene da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Foi deputado federal pela Bahia de 1924 a 1930, professor de História da Educação do Instituto de Educação do Rio de Janeiro (1932) e reitor da Universidade do Distrito Federal, em 1935.
Autor de várias obras científicas na área de Medicina Legal e Higiene. Defendia, por exemplo, que doenças tropicais não existem, mas que precárias condições sanitárias, existentes em vários países tropicais, podem causar doenças, um ponto de vista inovador, na época.
Iniciou sua carreira de escritor com o drama Rosa Mística, publicado em 1900, em Leipzig. Eleito para a Academia Brasileira de Letras, em 1910. O sucesso literário chegou com o romance A Esfinge (1911). Seguiu-se Maria Bonita (1914), Fruta do Mato (1920), Bugrinha (1922), As Razões do Coração (1925), Uma Mulher como as Outras (1928) e Sinhazinha (1929).
Em 1923, criou a Biblioteca de Cultura Nacional.
Como historiador, escreveu História do Brasil (1940), Camões e o Brasil, Os Judeus na História do Brasil (1936), o Breviário da Bahia (1945), entre outras obras.
Faleceu em 12 de janeiro de 1947.
Acima, Breviário da Bahia, segunda edição, 1946, entre as várias obras de Afrânio Peixoto, como historiador.
Uma das obras de A. Peixoto, como sanitarista (Clima e Saúde - Introdução bio-geográfica à civilização brasileira (1938).
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Afrânio Peixoto